Era uma vez, numa república muito muito distante, uma floresta cheia de eucaliptos frondosos. Nessa floresta vivia a Branca das Neves, mas sentia-se tão sozinha... Os seus sete amigos anões haviam partido: um morrera de pneunomia suspeita, resistente a todos os cocktails anti-virais, outro adormecera ao volante, outros viram-se obrigados a ir para fora lutar pela vida, depois do fecho das minas.
Branca sentia-se tão só, e com tanto amor para dar.
Um belo dia, ao passear na floresta, foi atraída por rosnidos tão fortes como um mar violento. Pé ante pé, aproximou-se e deparou com uma cena comovente: cento e um dálmatas devoravam um pequeno cervídeo. Nesse momento, decidiu que a sua vida seria dedicada aos animais.
O seu afecto por eles tornou-se imenso, a ponto de, certo dia, só no hospital florestal a terem conseguido separar de Rudolfo, um cachorrito ladino, danado para a brincadeira. Tamanho apego trouxe lágrimas aos olhos dos médicos presentes.
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