Sofá Universal » No Chiado, à tardinha

Sofá Universal

Passa o Ricardo Cabral com a Lisboa e Jerusalém debaixo do braço. Vai deixar tudo à galeria "ao pé da Sé". Está cada vez melhor de traço, arte e trato, mas ainda vende barato. Quem a sabe toda é a Cofina, que o tem como ilustrador.

Ele bebe um café "cheio" e desanda, quando a Ana telefona a queixar-se da TV Cabo e a Cláudia ruma ao S. Carlos para discutir uns figurinos e outras tarefas.
O Fred e este que vos escreve mantêm postura na esplanada da Benard, até que passa o apressado Joaquim Lobo, que vai ao lançamento do livro do Zambujal e pára para se queixar dessa moda do consumismo: "Ainda outro dia uma miúda enchia o carrinho de papel higiénico que estava mais barato dois cêntimos. Estaria com soltura?", sorriu indignado e foi-se.

Passa depois, sem nos ver, a Noviça, a quem bradamos e se junta a nós. O Henrique acabava de nos informar que estava terminada a entrevista à Fernanda e que se juntava em breve. Regressa a Cláudia do S. Carlos com boas e más notícias. Saberão, depois, as más.

Sentam-se as senhoras e quando o Henrique chega perde vinte minutos na Casa Havanesa, a comprar cigarrilhas e charutos, que haviamos depois de fumar ali. Passa o Paulo Alves Guerra, numa correria, a dizer olá, que já se vai. Idi Admin está a largar a maçada e promete adensar o grupo. Conde Estável lamenta estar preso entre mapas de produção.

A Ana diz que a Raquel anda à procura de gente com ideias. A Raquel é uma desconhecida, mas quatro horas depois há-de estar connosco a beber chá no Irlandês. Um mimo de menina. A Ana , mesmo com bronquite, sai de casa e senta-se ali mesmo. Não come um delicioso croissant mas vai bebericando um brandy.

Madre é a última a juntar-se na já povoada mesa da Benard. Quando nos levantamos, em direcção às espetadas de lulas, fazemos uma festa ao Mário Zambujal, que já tinha lançado o livro e estava ao telemóvel, como se acenasse às janelas, subindo o chiado, contente.

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