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Sofá Universal

Archive for May, 2008

«I don’t consider myself an avant garde or particularly original film-maker.» (Sidney Pollack)


«A vida é a arte das circunstâncias. O que temos é que adaptar a vida a essas circunstâncias.» (Alfredo Saramago)


A crise não está apenas instalada em Portugal. Em Madrid o mercado imobiliário está de tal forma parado que algumas pessoas entraram em desespero. Miguel Marina, um madrileno que se viu de repente no desemprego, ficou sem dinheiro para pagar a hipoteca da casa. Tentou vendê-la, mas sem sucesso. Depois de noites sem dormir, pressionado pelo banco para pagar, teve uma ideia no mínimo original: decidiu rifar a casa. Criou um sorteio com 64000 rifas a cinco euros cada. Miguel fica com a hipoteca paga e o problema resolvido. Por cinco euros qualquer pessoa pode comprar uma rifa e habilitar-se a ganhar um apartamento de 77 metros quadrados com garagem! As imobiliárias que se cuidem! Se isto pega…

"Por cinco euros tú puedes tener un piso y yo puedo recuperar el sueño."


Era uma vez um jovem que vivia nas terras distantes da Lusitânia, lá para os lados de Lisboa, que com a ajuda dos governadores tinha uma bela casinha. Vivia feliz, na sua casa. Até que um dia, os governadores, tiraram-lhe o tapete debaixo dos pés, e lá se foi a ajuda que davam. Então só lhe restavam 3 hipóteses: voltava para casa dos paizinhos, ou ia viver para a barraca, ou enriquecia rapidamente. O jovem que já estava perdido, perdido ficou. Moral da história: possivelmente mandar os governadores para a reforma. Final feliz: não existe, talvez um dia seja possível...

Passa o Ricardo Cabral com a Lisboa e Jerusalém debaixo do braço. Vai deixar tudo à galeria "ao pé da Sé". Está cada vez melhor de traço, arte e trato, mas ainda vende barato. Quem a sabe toda é a Cofina, que o tem como ilustrador.

Ele bebe um café "cheio" e desanda, quando a Ana telefona a queixar-se da TV Cabo e a Cláudia ruma ao S. Carlos para discutir uns figurinos e outras tarefas.
O Fred e este que vos escreve mantêm postura na esplanada da Benard, até que passa o apressado Joaquim Lobo, que vai ao lançamento do livro do Zambujal e pára para se queixar dessa moda do consumismo: "Ainda outro dia uma miúda enchia o carrinho de papel higiénico que estava mais barato dois cêntimos. Estaria com soltura?", sorriu indignado e foi-se.

Passa depois, sem nos ver, a Noviça, a quem bradamos e se junta a nós. O Henrique acabava de nos informar que estava terminada a entrevista à Fernanda e que se juntava em breve. Regressa a Cláudia do S. Carlos com boas e más notícias. Saberão, depois, as más.

Sentam-se as senhoras e quando o Henrique chega perde vinte minutos na Casa Havanesa, a comprar cigarrilhas e charutos, que haviamos depois de fumar ali. Passa o Paulo Alves Guerra, numa correria, a dizer olá, que já se vai. Idi Admin está a largar a maçada e promete adensar o grupo. Conde Estável lamenta estar preso entre mapas de produção.

A Ana diz que a Raquel anda à procura de gente com ideias. A Raquel é uma desconhecida, mas quatro horas depois há-de estar connosco a beber chá no Irlandês. Um mimo de menina. A Ana , mesmo com bronquite, sai de casa e senta-se ali mesmo. Não come um delicioso croissant mas vai bebericando um brandy.

Madre é a última a juntar-se na já povoada mesa da Benard. Quando nos levantamos, em direcção às espetadas de lulas, fazemos uma festa ao Mário Zambujal, que já tinha lançado o livro e estava ao telemóvel, como se acenasse às janelas, subindo o chiado, contente.
Manuel Alegre e várias personalidades da esquerda organizam um encontro a 3 de Junho com o tema «Abril e Maio, agora e aqui».
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Batman and Robin

A imagem fala por si. mais aqui
Caracol, caracol

Que gosta de trincar o que está mole?
Quem com palito mata com
Palito morre
Descansa em paz e longe, caracol

Órgãos que não se vêm
Piripiri que não disfarça teu sabor
Por ti não morro de amor, caracol

Na tasca, tasquinha ou café
Prefiro ficar cá fora e de pé
A ver teu corpo humilhado
Por um colestrólico refogado

Bicho inútil
Caracol, caracol
Porque não te extingues

Caracol, caracol?

De Eustáquio Pinho Júnior, in Quando Chega o Verão Começam as Atrocidades, Carenque, 1992