Sofá Universal » Raça do Cavaco

Sofá Universal

Parece que o senhor Presidente da República de Portugal esqueceu-se de dizer "cultura" e disse "raça".

Raça é uma palavra maldita, porque os brancos gostavam de dançar e tocar como os negros e não sabem.

Raça é uma palavra maldita porque os brancos queriam ter a gargalhada sonora dos negros e não conseguem - sai-lhes um som que parece uma porta a chiar. Raça é uma palavra maldita porque os branquelas não conseguem envelhecer como os negros nem os chineses.

Raça é uma palavra maldita porque os branquelas queriam dançar o samba como a multata e só sai uma espécie de desequilibrio entre o fandango e o malhão. Raça? Nem pensar! Nós não somos crescidos para aceitar que somos da raça que menos sexo tem, que menos alegria tem, que menos aguenta o trabalho e, por isso, demos cabo do conceito saudável de raça. Isto é, ter raça, ter força para fazer algo.

Só um demente do BE ou do PCP (que os há), pensam que pode existir uma raça portuguesa. Deve ser cá um caldinho de mouros e visigodos, de celtas e sarraçenos que deve meter medo ao ADN. O que deve existir, e devíamos ter orgulho nisso, é uma identidade dos tipos que decidiram falar galaico-português, ter medo de guerrear mas mesmo assim vencer batalhas e, acima de tudo, terem misturado-se com tantos e tantas que deram cabo da raça.

Portugal é um País de rafeiros, com o orgulho enorme em ser um País de rafeiros: espertalhões, rápidos, mal habituados, mimados, carinhosos, burlões, chantagistas, fadistas e heróis sem história comprovável.

Tenham um bom dia tuga. Lá vai hino:



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