Sofá Universal » “Meta-se à civil e ponha-se aqui comigo”

Sofá Universal

Um imebcilóide trepou para cima do camião. O Guarda foi atrás e bateu-lhe por baixo das solas, para o fazer largar o posto de trabalho de outro civil.

O guarda fez bem. Quem dera ao Cavaco ter tido Guardas destes quando o Ferreira do Amaral e o Dias Loureiro mandaram avançar a cavalaria contra o povo que estava na ponte 25 de Abril.

Este guarda tem um valor para Sócrates que nem ele imagina. Foi o único que, sob pressão, no meio da turba, soube travar, pensar, resolver o problema e seguir em frente.

Isto, é de homem.

O energumeno depois veio cá para baixo e disse assim ao guarda:

"- Você se é homem meta-se à civil e ponha-se aqui comigo". Esta frase é reveladora da solidão daquele pequeno neurónio do energúmeno a que o guarda que todos os Cavacos gostariam de ter deu a volta, sente.

Estimava o animal que o nosso guarda com T-Shirt, jeans e ténis era um franganote, passava a ter um metro e dez, crescia-lhe um par de mamas e um rabo apetitoso e, ainda por cima, ficava ainda mais feio, parecido com a Vanessa Fernandes.

Ora, como é que eu sei que este guarda vai ser condecorado? Porque ao lado dele estava um agente do SIS. Só pode ser.

Ninguém se veste com tanta pátria como o homem de cabeleira ao lado do Guarda.

Sô Guarda, esteja descansado, que os votos que a sua calma e experiência valeram esta madrugada ao PS hão-de ser retribuídos. Ou não seja o Primeiro um engenheiro.



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