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Sofá Universal

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Aug
04

Acompanhar a progressão do saldo bancário assemelha-se cada vez mais a um exercício de observação histórica.

No caso dos mais afortunados, o mês pode começar no século XX ou mais além, em 3005 ou 4273, o que é privilégio apenas de alguns futuristas ou adeptos de ousada ficção científica.

Para a vasta maioria, o mês começa na idade média, mais ou menos recuada. Depois, é ver os anos passar. Para trás, claro está. É uma experiência alucinante, ver os dias transformarem-se em séculos. Bastam poucas semanas para ver com apreensão o ano zero a chegar, e tenta-se parar a máquina do tempo mas ela não trava, não trava, e ameaça passar o nascimento do JC e alcançar essa era que dantes se chamava AC - Antes de Cristo - e agora se chama CO - Conta Ordenado.

Diria que não é uma viagem aconselhável aos espíritos mais sensíveis, mas nos dias que correm - correm mesmo, esta máquina é alucinante - estamos condenados a fazê-la mês após mês.

Entretanto, resta-nos esperar que filósofos da antiguidade deixem de ser homens do leme e venha um PM com nome de bom augúrio. Candida-te, Captain Kirk! Tens o meu voto, Flash Gordon! Vem e vence, Han Solo!


Numa porta da Rua Alexandre Braga:


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Agradeço e obrigado!


-Quais são as suas leituras preferidas? É uma grande leitora?

Costumava adorar ler livros, mas hoje raramente tenho tempo para isso. Já me custa arranjar tempo para me manter em forma física - mas disso não posso prescindir. A minha rotina é correr vários quilómetros por dia no Central Park.

Excerto da entrevista de Marylin Vos Savant, recordista em testes de QI, à P2 do Público, em Junho.


Jun
09

stick it once

stick it twice


May
30
mãos ao ar, é pra atestar
May
27
«Deixar de fumar é fácil. Já o fiz milhares de vezes.» Mark Twain
May
21
Quem contém os continentes na sua louca explosão de rios montes planuras nas batalhas iminentes nos choques acres ingentes nos calores incandescentes nos clamores intransigentes que causam tantas agruras? de Bárbaro Plácido, in Melancólicas e outros desarranjos, Cidade do Cabo, 1980
Lady Godiva usava Rexina. Mas não se conseguia livrar daquele penetrante cheiro a cavalo.
Era uma vez, numa república muito muito distante, uma floresta cheia de eucaliptos frondosos. Nessa floresta vivia a Branca das Neves, mas sentia-se tão sozinha... Os seus sete amigos anões haviam partido: um morrera de pneunomia suspeita, resistente a todos os cocktails anti-virais, outro adormecera ao volante, outros viram-se obrigados a ir para fora lutar pela vida, depois do fecho das minas. Branca sentia-se tão só, e com tanto amor para dar. Um belo dia, ao passear na floresta, foi atraída por rosnidos tão fortes como um mar violento. Pé ante pé, aproximou-se e deparou com uma cena comovente: cento e um dálmatas devoravam um pequeno cervídeo. Nesse momento, decidiu que a sua vida seria dedicada aos animais. O seu afecto por eles tornou-se imenso, a ponto de, certo dia, só no hospital florestal a terem conseguido separar de Rudolfo, um cachorrito ladino, danado para a brincadeira. Tamanho apego trouxe lágrimas aos olhos dos médicos presentes.
May
12

Chegou

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