Archive for 'Lírica'
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Proto-canção p’ra pular à beira-mar
Published by Conde Estável, under Lírica. No Comments.
Ó lari lolela
Lai larai, lai lai
Ó lari lolela
Lai lai, lai lai larai
Ó lari lolela
Lai lai, larai lai
Ó lari lolela
Lai lai larai, larai lai lai
Ó lari lolela
Lai larai lai, lai lai
Ó lari lolela
La la la, lai lai, la la
Ó lari
Ó lari lolela
Ó larai
Lolela lai
by Jacinto Pinto, in O Melhor Do Mundo É O Amor: Os Grandes Êxitos D'Os Capilares (Discos de Ouro, 1987)
03
É do régae
Published by Conde Estável, under Lírica, das Artes. No Comments.
O reggae não é meu, o reggae não é teu, o reggae não tem dono, é de quem o apanhar. O reggae não é jamaicano, o reggae é africano, é egípcio, é italiano, o reggae é japonês, é judaico, o reggae é um troll branco a caminho de África, é um boneco de neve, o reggae é quando um homem quiser. Mas um homem não tem que ser do reggae...
03
Compreensão lenta
Published by Conde Estável, under Lírica. No Comments.
Não compreendo
esta fascinação
pela carne de coração
Não compreendo
esta necessidade
de vinho de verdade
Não compreendo
este azedume
pelo canto em cardume
Não compreendo
este pendor
para viver sem furor
Não compreendo
esta chatice
do diz que disse
Não compreendo
esta brincadeira
de viver uma asneira
Não compreendo
esta coisa
de ter que rimar...
by Ulisses Grande, in Ulisses com H Grande: todos os poemas e mais um (edição de autor, 2007)
30
O selvagem impacto da net
Published by Perez Biltre, under Banalidades, Lírica. No Comments.

29
Sushui, para ver e não tocar (nem comer)
Published by Perez Biltre, under Lírica. No Comments.

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Há Caracóis!
Published by MadreMadre BangBang, under Lírica, Sem Categoria. No Comments.
Tantos meses de saudades
A tua época chegou finalmente!
E numa esplanada com sol
Ou a chover torrencialmente
Óregãos, piripiri e louro
Azeite, alho e cebola
De viveiro, Marrocos ou Nacional
Na tasca, tasquinha ou café
No prato, pires ou travessa
Ao lado, palitos, guardanapos e uma imperial
Bicho saboroso
Caracol, caracol
Delicioso
Caracol, caracol!
De Maria Antonela Silva, In Bordados Poéticos, Fornos de Algodres, 1999.
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Lírica para Heavy Metal
Published by Perez Biltre, under Lírica. No Comments.
No cosmos espacial
Onde o Universo explode
Um ursinho de pelúcia
Sangra dos olhos... oh...oh.oh
Estás atrás do demónio
Ónio Ónio Ónio
Os Azetecas e os Maias
As viagens na minha terra
Gritam o credo dos assassinos
Inos Inos Inos
Um rio de sangue vem do gume da faca
Matou ainda agora a Macaca Marta
Arta Arta Arta
Falta pouco para o Armagedão
Já tenho o Despertai na mão
Não espero pela bomba
Vou pra casa fazer serão
Ão ão ão
de Eustáquio Pinho Júnior, in Malangatana Gosta Muito de Banana, Carregal do Sal, 1987
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A deriva dos continentes
Published by SheikMilk, under Lírica. No Comments.
19
08
Manuela, é ela
Published by Perez Biltre, under Lírica. No Comments.
Manela
Tu vais dar à manivela
Vais levar o PSD à vela
Até à maioria amarela
Manela
Manela
Não vejo heroína como tu
És um vício, como Natal com perú
Entre os laranjas um sururu
Quero ser o teu guru
Manela
Manela
Não se pode dizer: és bela
Mas p'lo menos não és tagarela
Como o Santana à janela
Manela
por Eustáquio Pinho Júnior, in A Merenda Estava Morna Mas O Fiambre Era Mortadela, Grijó, 1983