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Parco e jurássico
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Acompanhar a progressão do saldo bancário assemelha-se cada vez mais a um exercício de observação histórica.
No caso dos mais afortunados, o mês pode começar no século XX ou mais além, em 3005 ou 4273, o que é privilégio apenas de alguns futuristas ou adeptos de ousada ficção científica.
Para a vasta maioria, o mês começa na idade média, mais ou menos recuada. Depois, é ver os anos passar. Para trás, claro está. É uma experiência alucinante, ver os dias transformarem-se em séculos. Bastam poucas semanas para ver com apreensão o ano zero a chegar, e tenta-se parar a máquina do tempo mas ela não trava, não trava, e ameaça passar o nascimento do JC e alcançar essa era que dantes se chamava AC - Antes de Cristo - e agora se chama CO - Conta Ordenado.
Diria que não é uma viagem aconselhável aos espíritos mais sensíveis, mas nos dias que correm - correm mesmo, esta máquina é alucinante - estamos condenados a fazê-la mês após mês.
Entretanto, resta-nos esperar que filósofos da antiguidade deixem de ser homens do leme e venha um PM com nome de bom augúrio. Candida-te, Captain Kirk! Tens o meu voto, Flash Gordon! Vem e vence, Han Solo!
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Boa sorte, seu Scolari!
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“Meta-se à civil e ponha-se aqui comigo”
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Um imebcilóide trepou para cima do camião. O Guarda foi atrás e bateu-lhe por baixo das solas, para o fazer largar o posto de trabalho de outro civil.
O guarda fez bem. Quem dera ao Cavaco ter tido Guardas destes quando o Ferreira do Amaral e o Dias Loureiro mandaram avançar a cavalaria contra o povo que estava na ponte 25 de Abril.
Este guarda tem um valor para Sócrates que nem ele imagina. Foi o único que, sob pressão, no meio da turba, soube travar, pensar, resolver o problema e seguir em frente.
Isto, é de homem.
O energumeno depois veio cá para baixo e disse assim ao guarda:
"- Você se é homem meta-se à civil e ponha-se aqui comigo". Esta frase é reveladora da solidão daquele pequeno neurónio do energúmeno a que o guarda que todos os Cavacos gostariam de ter deu a volta, sente.
Estimava o animal que o nosso guarda com T-Shirt, jeans e ténis era um franganote, passava a ter um metro e dez, crescia-lhe um par de mamas e um rabo apetitoso e, ainda por cima, ficava ainda mais feio, parecido com a Vanessa Fernandes.
Ora, como é que eu sei que este guarda vai ser condecorado? Porque ao lado dele estava um agente do SIS. Só pode ser.

Ninguém se veste com tanta pátria como o homem de cabeleira ao lado do Guarda.
Sô Guarda, esteja descansado, que os votos que a sua calma e experiência valeram esta madrugada ao PS hão-de ser retribuídos. Ou não seja o Primeiro um engenheiro.
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2 588 312. E você?
Published by Perez Biltre, under Cómicos Nacionais, Estória do dia, Políticos. 3 Comments.

Durante mais de seis horas, aqui da janela, vi centenas largas de lisboetas secarem uma bomba de gasolina, numa corrida ao petróleo como se Espanha tivesse invadido o Pais e amanhã Sines fosse tomada por uns tipos de Gijon. O tuga não reage ao facto, reage ao alarme. As bombas estão vazias mas, decerto, há centenas de carros com tanques cheios que só vão gastar esse combustível daqui a duas semanas.
Ora, sejamos lógicos: se daqui a duas semanas não houvesse pinga de Sem Chumbo e de Gasóleo nos postos de combustível - e já ninguém regateia o 1,5 que custa o litro -, então teriamos de ser nós a sair em fila e às centenas mas direitinhos a S. Bento, não à Repsol, e extrair o que há ainda de razoável no Governo.
Isto é: os tipos indigitados pelo Partido Socialista, votado por 2 588 312 de portugueses para assumir o poder, têm de resolver problemas e explicar à malta porque estão a empatar.
Os 2 588 312 que confiaram em José Sócrates e no seu PS devem exigir a estes socialistas que nunca lhes passe pela cabeça deixar o País sem pão, fruta, peixe, carne, gasolina, tabaco e vinho. Estes 2 588 312 de portugueses, que têm tanta culpa do estado das coisas como o engº José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, devem eles sim sair à rua e esgotar não a gasolina mas a capacidade de protesto contra aqueles em quem confiaram e que os trairam. É que o Scolari nunca prometeu nada, não foi votado por 2.588.312 de portugueses e, agora, vai para o Chelsea com o dever cumprido: levou-nos a uma meia-final, a uma final e está a caminho de outro sucesso, comedido ou total.
Agora o sr. engº José de Sousa prometeu uma batelada de coisas (150 mil empregos, anulação do código laboral do Bagão Félix, Plano Tecnológico, etc.) e os 2.588.312 de portugueses que nele confiaram devem, pelo menos, pensar se ele cumpriu. E se, sendo indicado pelo PS, em que votaram, para ser PM, o sabe ser.
Era muito importante fixar isto: 2 588 312 portugueses são responsáveis pelo que passam os restantes 10 617 575 (portugueses e estrangeiros que cá vivem). Isto é, um quinto da população residente é responsável pelo que passa os outros quatro quintos.
Ora, ainda acha que a abstenção é opção? Isto é, ainda acha que, no meio desta crise filha da puta, com o petróleo a cento e croa, os cereais a subir, 200 mil pessoas na rua a protestar, camionistas passados a abrandar o País, lei laboral revista para pior, o Alegre no comício do Bloco, descida da natalidade - e da sua reforma... AInda acha que deve entregar outra vez o seu voto aos 2 588 312 que decidiram por si em 2005?
Ou aos cento e tal que chuparam aqui as bombas do Areeiro e das Olaias anda hoje, mesmo sem precisar de gasolina?
Hum?
2 588 312?
Hum?
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Boicote à bomba de Folgosinho
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Na senda dos grandes protestos gasolineiros, o Sofá apela ao imediato boicote da bomba de gasolina de mistura de Folgosinho, Serra da Estrela.
O impacto de Folgosinho na economia portuguesa e nacional - ambas, aliás - está a ser subestimado. Folgosinho é um centro de abastecimento de petróleo, mistura e gasóleo, bem como mantém ainda uma bomba de Super.
Estamos certos de a maior parte da população portuguesa fará já hoje parte deste boicote, não indo abastecer a Folgosinho.
Não hà tirania!
Perdão
Não à tirania!
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O saldo menos
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Efeitos futuros da crise petrolífera
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